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Tu

          

         Se fosse pra dizer, eu diria. Mas é coisa pra sentir: a palavra que queria não é a que supostamente existe, meus neologismos me fogem porque não sou boa o suficiente para eles. O problema é que digo o que penso e o que penso cabe no espaço de sentir – sendo o sentir um verbo de cunho irracional e amplo, meu pensar nada é se não for espontâneo, e sendo espontâneo... Sou eu.

         Sou eu e és tu, sendo tu o que quero. Logo, se és o que quero, podes ser resumido em palavra que não seria neologismo por ser de magnitude ímpar – tal qual um nome, por que não? Um nome que existe e não existe se cogitarmos a hipótese de ser único, uma vez que dotado de uma persona dramática – à qual chamamos personalidade. E digo tudo sobre ti, de maneira pouco plausível e banhada em figuras de linguagem, para dizer por completo que o que penso.

         Mas se estou dizendo o que penso, o que penso nada mais é que o retrato do que sinto – ou seria justamente o contrário? Penso e sinto ou sinto e penso? Ora, acaba por ser um pensamento que veio do espaço do sentir – tal espaço que cabe no intervalo de tocar, também, e sem dúvida o afirmo... Uma vez que a sinestesia define a condição de humanidade.

Voltando a ti, o sentimento que se tornou pensamento, mas que é ainda parcialmente tosco e espontâneo por consequência... E monta-se a sequência ininterrupta, constante e etérea e eterna e tosca e complexa e minha e tua. E tu és aquele que inicia a sequência, dá o primeiro toque... Motor Imóvel de algo que não sabe sequer existir, muito menos mexer-se em demasia.

Não desvendo de onde vens, mas sei quem és. Sei que és meu e que foges dos meus neologismos, que és palavra dita pelo que se pensa no espaço de sentir – sendo irracional -, formando outro que também és - e que também foge dos meus neologismos e...

 



Escrito por Pri Bellini às 23h10
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