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Amante

            Há quem diga que nós, meu caro leitor, nós fomos amantes perfeitos um para o outro. Uma combinação ímpar. Entretanto, há uma necessidade absurda de analisar o romance entre mim e ela – que, como tudo o que há de feminino, tem mil facetas e todas que me agradam os olhos. Há detalhes de importância aterradora que passariam despercebidos por sua pessoa.

 

            Tocá-la era um ato instintivo, sentir seus detalhes de vida e de morte – ela nascia e morria todo dia, pois a cada dia era outra coisa completamente diferente. E, talvez neste pequeno jogo de descobri-la, eu ainda tenha me perdido em seus segredos. Ela demonstrava ter segredos, minúcias. Inefáveis, pertencentes à minha amante... Que foi também de todos. Não pensei que o digo com mágoas a serem expostas. Não o faço.

            Nunca se prendeu a mim, aquela... Doce criatura. Movia-se com suprema rapidez em meus desejos, fluida, volúvel... Eu pertenci a ela, tentei torná-la minha, abraçá-la, usufruir da sinestesia que ela continha mais a cada instante. Os prazeres e desprazeres do romance estavam nesta intensa tentativa de possuí-la entre meus braços, de tomar sua essência e seu acidente ao tocar minha pela em sua habitual sede de infinito – tudo o que poderia haver no mundo estava em mim, ela dizia, e assim se fez o que ela bem quis.

            Amante tal qual poucas conseguiriam ser. Aliás, não havia outras, poucas... Nem sequer o “nada” esboçaria ameaça. Mesmo assim foi amante de tantos! Alguns a dominaram com parcimônia, assumo... Não me envergonho de dizer tal coisa em voz alta. Outros a tomaram de repente para si e, em seguida, desfrutaram todas as partes dos prazeres, todos os requintes, os sentimentos - sucumbiram em seguida, acreditem.

            Quis tê-la em corpo e em mente, amante gravada em minha carne. Desejei seus detalhes e seus elementos explícitos e grandiosos.

            Minha tão adorada... Palavra, minha doce Palavra, que amante seria melhor que você? Que amor é este que transforma em letras frágeis minha sede de infinito?

(Algumas amantes são extremamente úteis...)



Escrito por Pri Bellini às 14h17
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