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Descartável, o blog.


"- Você devia colocar uma placa, ou escrever na testa algo como 'eu mordo', entende?"

- Por quê?

- Porque você machuca. Seria melhor se avisasse antes...

- Desculpa."



Escrito por Pri Bellini às 12h01
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Que seja belo, que seja doce, que seja meu, que seja efêmero. E só.



Escrito por Pri Bellini às 11h58
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Monólogos da saudade.

Aí a Camila aparece perguntando:

- O que é saudade?

E eu respondo:

- Saudade é quando a gente sente que a alma existe por sentir falta de uma parte dela.

E ela torna a questionar:

- E como você personificaria a saudade?

E eu torno a responder:

- Não vejo a saudade como um homem. Saudade é mulher, pra mim. E não é mulher-mulher, é mulher-moça porque se continua crescendo vira melancolia. Melancolia é mulher-mulher.

 

(São surtos. São bons. Senti saudade, Descartável)



Escrito por Pri Bellini às 21h20
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Ah, sinceridade!

Poupe-me. De todo o fingimento, entende?

Aquela prosa poética toda, aquele assassinato à realidade, aos fatos. Posso (aliás, podemos) ser ruim, ruim demais, detestável... Mas admita: encontra-se o amor apenas nos defeitos. Depois do fim, defeitos são defeitos... E você ama. Ama cada um deles.

É ambicioso? Só sabe o que quer. É grosseiro? Excesso de sinceridade. É arrogante? Ah, ele só se expressou da maneira errada. Não é romântico? Realista, meu bem, realista. Egoísta? Cada um por si e deus por todos, não é? Então me poupe.

Tenho todos os defeitos do mundo - e você me ama por cada um e por todos eles.

 



Escrito por Pri Bellini às 18h25
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Memória breve.

" Felicidade repetida milhares de vezes em uma sinfonia imêmore e infinita e infinita e infinita e infinita e... "   (20/04/2011)



Escrito por Pri Bellini às 22h18
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Em maiúsculas.

Era uma vontade louca de dizer ai-que-saudade-de-você, mas um desejo orgulhoso de dizer ah-você-não-faz-falta-não-não-faz-e-não-insista. A gente tenta se enganar, se faz de bobo, se faz de mentecapto... Mentecapto, mentecapto, mente e capto infinitamente. Mas não dá. Ai-você-faz-falta-que-saudade-que-vontade-de-voltar-aos-velhos-tempos. Saudade que dói, dói como só saudade consegue doer. Saudade não apenas de ter, mas de ser e de estar.

Depois de escrever me vem aquela sensação de me-basto-tenho-de-me-bastar-não-existe-saudade-é-só-besteira-e-só. E há o suficiente em mim, ao fim de tudo. Às vezes só dá saudade de tudo. Às vezes dá saudade de mim, às vezes dos outros. Mas saudade é saudável. Mas só de vez em quando.

 



Escrito por Pri Bellini às 22h16
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O bom filho à casa torna.

         E agora começarei todos os textos em “e”. Ao inferno com a Gramática! Talvez porque eu esteja cansada de colocar toda mudança como um ponto-final para algo vivido. Não quero pontos, não quero, não quero. E lhe conto agora meus recentes “es”.

         E a Juliana contou-me que vai casar, veja só – 16 anos e já decidiu-se, resoluta. E a Lênin, a Helena das Fadas, dançará Wish you were here no balé – e quem duvida de que eu chore? E acabou uma das boníssimas fases da minha vida – talvez o “e” mais complicado, mas o que me faz agradecer tantas e tantas vezes. E errei, e sorri, e quis, e reagi e parei de falar e fui fria e explodi e... Ah, bruta flor do querer! E hoje acordei ouvindo Caetano, depois ouvi Oswaldo Montenegro – estou poética, talvez ínfima, talvez entregue demais. E talvez eu reencontre meus amados do antigo colégio. E o Evermando me fez gostar mais das ciências sociais. E a Lígia me fez gostar mais dos árabes – mais ainda? E ouvi Frejat, ora essa, e fui piegas – até demais, mas o arrependimento não me ocorre de imediato. E... E... As palavras me faltam. E, Clarice, eu sinto sua falta – não me deixe só, não há texto que me complete tanto quanto o seu. E, Caio Fernando, não me abandone também – pelo contrário, (ora!) me venha, venha cá que preciso. E a marida me doa rios de saudade.

         Há infinitos “e” a serem inseridos nisso tudo. Pedi perdão a mim mesma por não mais publicar o que escrevia – publicarei aos poucos, aos poucos e com riqueza de datas. E me dói concluir este texto, e me dói por o ponto-final no que vivemos e no que sentimos (talvez nós, talvez seja apenas singular), e me dói e... Ela valsando só na madrugada, se julgando amada ao som dos bandolins.”

 

P.S. Não sei se fiz certo em parar de escrever por um tempo, por aqui. Mas voltei, pois o bom filho à casa torna, meus amados. Em breve postarei um vídeo interessante com a declaração de amor do David Lloyd ao Descartável, que tal?

P.S.2 Também não sei se fiz certo em estar agora tão... Sincera. Mas que se dane. Não sei e nada sabemos. Eu me entreguei ao instinto de sentir - sem forçar obstáculos ao que era pura e violentamente sentimental. A dama de ferro não é de ferro, senhores – não é.

 



Escrito por Pri Bellini às 21h53
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E quem disser...

 

           Quem disser que não ama dirá também que não vive. Dirá também que não sabe, dirá também que não sente, dirá também que não existe. Ou melhor, provavelmente não dirá. Fará dramas e questionará a utilidade.

             Assim dirá o que não ama: “amar é impossível, clichê e absurdo”. E assim responderá o que ama: “E, ainda assim, humano e essencial”.

 

(Texto clichê, impossível e absurdo.)



Escrito por Pri Bellini às 01h00
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         Há em mim as minúcias do idioma que mais falo, digamos assim. Língua-mãe.

         O corpo é a puríssima exclamação, seja isso bom ou deveras ruim. Meus olhos... Interrogações constantes e importunas, olhar inquisitório. Meus pensamentos? Incomensuráveis reticências – parte deve ser segredo, deixada implícita, subentendida e dada a seus próprios e tolos mistérios. Cabelo será sempre um ponto-final em mim, nunca plausível às pequenas mudanças que seriam bem-vindas em seu contorno e jeito, à moda da época.  

         Meu ego? Uma vírgula, rapaz! Dá a mim uma pausa essencial, sem tolher o fluxo verbal que me escapa por entre dedos e por entre os lábios – de palavras e gestos se vive razoavelmente bem, não? E minhas palavras, então? Ora, não sei se as definiria bem, são deveras volúveis e cheias de si... Ponto e vírgula, eis a resposta. Difíceis de entender, então cá está a resposta. As dúvidas, oh, as dúvidas... As que tenho e as que um dia terei, que misturam parágrafos e travessões, inícios de raciocínio e de fala.

         E o que sou, céus?

         Não sei. Só sei que me escrevendo por mim já sou algo. Dando a mim adjetivos extensos sou mais... É, talvez. A conclusão a qual chego é a que exprimo por pergunta:

Alguém disposto a mudar meu nome para “Língua Portuguesa”?

 



Escrito por Pri Bellini às 20h00
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Anomalia textual.

            Para os de Exatas, um sinal de subtração.

            Para os de Letras, travessão.

            Para os pessimistas, mau agouro.

            Para os otimistas, o símbolo do oposto.

            Para os leigos, menas.

            Para a dízima, a demarcação do período.

            Para a impressora, um bocado gasto de tinta.

            Para os desanimados, um elemento qualquer.

            Para o poeta, motivo de poesia.

            Para o escritor, fonte de boa literatura.

            Para um blogueiro, mais um post.

            Para o leitor, possibilidade de reflexão.

            Para você, _ _ _ _ .

 



Escrito por Pri Bellini às 19h56
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Foto por Ellie Warren, simplesmente genial.

            Ela era daquelas que pensam com o coração. Pobrezinha. Sendo assim, tinha de deixar a função do sentir para outro elemento, outro órgão, outro... É.

Passou a direcionar os sentimentos para o fígado. Atitude plenamente racional, verdade seja dita, verdade seja confessada. Portanto, deixe-me justificar o elogio a tal transferência de funções: pensando assim, veja só, ela pensou sentimentalmente. Pensando assim, veja só, os sentimentos que chegaram a ela eram toxinas razoáveis. Sendo sentimentos toxinas, drogas lícitas ou amores incuráveis, passaram pelo fígado tal qual o que costuma passar por lá, não é? É. Verdade seja dita: ela descobriu que amor é pior que álcool.

 E daí foram sequências de verdades que machucam. Verdades filtradas pelo fígado sentimental, pensadas e processadas pelo coração. O cérebro? Ora, o cérebro não merece ser citado na história dela. Assim viveu por anos, longos anos sentimentais...

 Verdade seja dita: sentir e pensar são irrevogavelmente verbos arriscados. Verdade seja dita: pensando assim só foi feliz após a falência dos órgãos.

 (Dê a devida função a órgãos e pessoas em 2011. Eu estou pedindo. É muito mais saudável. Feliz Ano Novo!)



Escrito por Pri Bellini às 16h15
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Amante

            Há quem diga que nós, meu caro leitor, nós fomos amantes perfeitos um para o outro. Uma combinação ímpar. Entretanto, há uma necessidade absurda de analisar o romance entre mim e ela – que, como tudo o que há de feminino, tem mil facetas e todas que me agradam os olhos. Há detalhes de importância aterradora que passariam despercebidos por sua pessoa.

 

            Tocá-la era um ato instintivo, sentir seus detalhes de vida e de morte – ela nascia e morria todo dia, pois a cada dia era outra coisa completamente diferente. E, talvez neste pequeno jogo de descobri-la, eu ainda tenha me perdido em seus segredos. Ela demonstrava ter segredos, minúcias. Inefáveis, pertencentes à minha amante... Que foi também de todos. Não pensei que o digo com mágoas a serem expostas. Não o faço.

            Nunca se prendeu a mim, aquela... Doce criatura. Movia-se com suprema rapidez em meus desejos, fluida, volúvel... Eu pertenci a ela, tentei torná-la minha, abraçá-la, usufruir da sinestesia que ela continha mais a cada instante. Os prazeres e desprazeres do romance estavam nesta intensa tentativa de possuí-la entre meus braços, de tomar sua essência e seu acidente ao tocar minha pela em sua habitual sede de infinito – tudo o que poderia haver no mundo estava em mim, ela dizia, e assim se fez o que ela bem quis.

            Amante tal qual poucas conseguiriam ser. Aliás, não havia outras, poucas... Nem sequer o “nada” esboçaria ameaça. Mesmo assim foi amante de tantos! Alguns a dominaram com parcimônia, assumo... Não me envergonho de dizer tal coisa em voz alta. Outros a tomaram de repente para si e, em seguida, desfrutaram todas as partes dos prazeres, todos os requintes, os sentimentos - sucumbiram em seguida, acreditem.

            Quis tê-la em corpo e em mente, amante gravada em minha carne. Desejei seus detalhes e seus elementos explícitos e grandiosos.

            Minha tão adorada... Palavra, minha doce Palavra, que amante seria melhor que você? Que amor é este que transforma em letras frágeis minha sede de infinito?

(Algumas amantes são extremamente úteis...)



Escrito por Pri Bellini às 14h17
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Para poetas, talvez.

Fotógrafo direto do Flickr: um tal de .KyKy. Muito bom.

               Para que chamá-lo de coração, meu amado?

            Ele é apenas meu miocárdio ou um pouco a mais, um pouco a menos. Afinal, coração é para poetas, é verso decassílabo e poesia moderna condensados. O meu? O meu nada mais é que alguma prosa remoída. Fingir não tem, por si só, função: sou apenas carne, osso, prosa e poesia.



Escrito por Pri Bellini às 15h28
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Tu

          

         Se fosse pra dizer, eu diria. Mas é coisa pra sentir: a palavra que queria não é a que supostamente existe, meus neologismos me fogem porque não sou boa o suficiente para eles. O problema é que digo o que penso e o que penso cabe no espaço de sentir – sendo o sentir um verbo de cunho irracional e amplo, meu pensar nada é se não for espontâneo, e sendo espontâneo... Sou eu.

         Sou eu e és tu, sendo tu o que quero. Logo, se és o que quero, podes ser resumido em palavra que não seria neologismo por ser de magnitude ímpar – tal qual um nome, por que não? Um nome que existe e não existe se cogitarmos a hipótese de ser único, uma vez que dotado de uma persona dramática – à qual chamamos personalidade. E digo tudo sobre ti, de maneira pouco plausível e banhada em figuras de linguagem, para dizer por completo que o que penso.

         Mas se estou dizendo o que penso, o que penso nada mais é que o retrato do que sinto – ou seria justamente o contrário? Penso e sinto ou sinto e penso? Ora, acaba por ser um pensamento que veio do espaço do sentir – tal espaço que cabe no intervalo de tocar, também, e sem dúvida o afirmo... Uma vez que a sinestesia define a condição de humanidade.

Voltando a ti, o sentimento que se tornou pensamento, mas que é ainda parcialmente tosco e espontâneo por consequência... E monta-se a sequência ininterrupta, constante e etérea e eterna e tosca e complexa e minha e tua. E tu és aquele que inicia a sequência, dá o primeiro toque... Motor Imóvel de algo que não sabe sequer existir, muito menos mexer-se em demasia.

Não desvendo de onde vens, mas sei quem és. Sei que és meu e que foges dos meus neologismos, que és palavra dita pelo que se pensa no espaço de sentir – sendo irracional -, formando outro que também és - e que também foge dos meus neologismos e...

 



Escrito por Pri Bellini às 23h10
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            Uns amores, uns esforços, uns amores, uns sofrimentos para dar conta... E notei, notei de relance e surpresa explícita: não sei o que sentir.

            Perdida em um meio qualquer, com fins incertos. Chorar por não entender, por querer e não saber, ao certo, o que se quer. Uma ferida que sangra pelo prazer de sangrar, ver o vermelho tomar formas tortas, etéreas, toscas. Fingir sinceramente que não há dor e que há felicidade. Fingir, fingir, fingir.

            Olhar para os lados e não ver motivos para sair da inércia, para sorrir ou cair em prantos. É este o sentimento. É esta a falta de sentido. A incerteza. Há amor em cada detalhe e asco se analisarmos o todo.  

            Descrever o stress é engraçado: paradoxos, logaritmos, allí, terra brasilis, latossolo, Hugo de Capeto, Sahlins, Aristóteles, mitoses, pressões, óxidos... Não importa. Nada adianta. I must have done something right.

            E quer saber? Stress pra quê?

(o que resta é o café... Não é?)



Escrito por Pri Bellini às 18h33
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